Os ponteiros dos relógios
parecem querer dizer algo que não entendo ...
Martelam o ritmo do tempo dentro de mim,
ecoando nas paredes desta sala vazia,
onde a minha alegria parece adormecida,
indiferente aos raios do sol que trazem vida,
lambendo o chão com sua luz dourada ...
Observo as sombras que o vento faz dançar,
vergando a haste do lírio altivo e branco,
soprando as rendas da cortina esvoaçante,
tocando meus cabelos,
querendo brincar ...
Talvez amanhã eu possa sair e caminhar
um pouco,
talvez eu compre um sorvete e um sapato novo,
talvez eu veja um velho amigo,
visite alguém querido,
talvez eu escreva aquela carta
que resgata um carinho esquecido ...
Talvez, talvez, talvez !
Os ponteiros do relógio parecem enfurecidos,
e finalmente compreendo o que querem me dizer ...
Se eu quiser,talvez eu não precise esperar o amanhã!,
afinal,
o momento presente é tudo que conheço,
mas
somos nós que fazemos o tempo acontecer... .



















Edição: 04.08.2004








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